Publicado no Jornal do Commercio (29/01/2012)
MUDANÇA Com chegada de grandes fábricas, região deixa de ser baseada na pecuária e no comércio de confecções
Rafael Dantasrdantas@jc.com.br
Da terra do têxtil e da bacia leiteira, o Agreste passará a ser reconhecido como uma região de diversos parques industriais. Caruaru vai confirmando a fama de “Suape Seco”, com a captação da maior parte dos novos empreendimentos que desembarcam no interior. Mas outros municípios estão recebendo investimentos milionários, tanto privados, como públicos que estão aumentando a oferta de empregos e alavancando o desenvolvimento regional.
Segundo informações da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), a maioria das empresas que se instalam na região estão de olho no suprimento das demandas do mercado interno. Para o presidente da agência, Márcio Stefanni, essas indústrias perceberam a necessidade de montar no Estado seus parques de produção. “Os centros de distribuição não deram conta da demanda local. Não é por acaso que Sadia e Perdigão trouxeram suas fábricas”, disse.
Setores de alimentos e bebidas são os que levam mais empresas para o Agreste. Retomando o tempo da Maguary, Bonito, no Agreste Central, receberá a baiana Brasfrut, num investimento de R$ 5,2 milhões, que produzirá bebidas e pretende ter como fornecedores agricultores familiares locais de frutas. “Já estamos com um galpão montado, temos alguns funcionários já trabalhando e esperamos até o final do ano começar a processar 22 tipos de frutas. Estamos numa fase de aquisição dos equipamentos”, afirmou o gerente da Brasfrut, André Ornellas. O município receberá também a Iban (Indústria de Água e Bebidas do Nordeste), que produzirá cerveja, energéticos, água mineral e refrigerante.
Garanhuns, reconhecida por sua bacia leiteira, perdeu alguns empreendimentos para cidades vizinhas, mas já possui um parque industrial com mais de 100 empresas, segundo informações da Fiepe. A Nestlé e a Bom Gosto, instaladas na cidade anunciaram que vão ampliar seu parque. Garanhuns garantiu ainda a permanência da Pinga Nordestina, que vive também uma fase de ampliação. A empresa que possui 60 trabalhadores, contará com mais 340 funcionários com a nova fábrica. “Com um perfil voltado para agropecuária, evidentemente que se direcionarmos indústrias para esse segmento é o ideal, já que há uma infraestrutura montada para esse setor”, diz o secretário de desenvolvimento econômico de Garanhuns Ornilo Lundgren Filho, que adiantou ainda que a Doces Popular, de Arapiraca, instalará um centro de distribuição e posteriormente uma fábrica no município.
Há poucos quilômetros da Suíça pernambucana, Brejão receberá uma fábrica do grupo Notaro Alimentos, detentor da marca Natto. A empresa anunciou um investimento de R$ 40 milhões para entrar com força no mercado de empanados, hambúrgueres, mortadela e salsicha. A fábrica se instalará no novo distrito industrial do município, anunciado no final do ano passado pela AD Diper, que terá uma área de 75 hectares. A área deve abrigar também três novas empresas, uma de armação de óculos, uma de papel e uma de reciclagem de PET.
Se a produção de alimentos já é uma vocação regional, uma novidade para a indústria do Agreste são as fábricas de motos. São Caetano receberá uma montadora da chinesa Sazaki Motors, num investimento de R$ 40 milhões, e Caruaru uma unidade da Active Trading (fruto de uma parceria com a também chinesa Lifan), no valor de R$ 91 milhões. As empresas visam atender as classes C e D, com motos populares, a partir de 50 cilindradas.
Ainda no setor automotor, a Baterias Moura, localizada em Belo Jardim, anunciou expansão que custará R$ 30 milhões, ampliando a capacidade de produção de baterias tracionais e estacionárias – usadas em sistemas de telecomunicações, subestações elétricas, sistemas de alarme e de energias alternativas, como solar e eólica. Além de comemorar a nova unidade, o prefeito de Belo Jardim, Marcos Coca-Cola, diz que fará novos anúncios de investimentos neste primeiro semestre. “Divulgaremos até março a chegada de quatro novas empresa. Não podemos dizer ainda os nomes, mas serão dos setores automotivo, de confecções e serviços”, adiantou.
CARUARU
Com a chegada de indústrias e a ampliação da sua rede de serviços, Caruaru espera um crescimento econômico ainda mais acelerado nos próximos anos, quando as obras de construção dos parques industriais forem concluídas e as fábricas entrarem em operação. “Só a Alnor, que produzirá cabos de cobre, fios metálicos de alumínio e telhas metálicas, tem a projeção de faturamento de R$ 500 milhões por ano e deve entrar em operação no primeiro semestre. Outras empresas estão na fase da terraplanagem, como a Cemil, que vai processar 200 mil litros de leite por dia”, salientou Franco Vasconcelos, secretário de desenvolvimento econômico de Caruaru. Estão na lista das empresas em instalação na cidade de Caruaru, indústrias do setor automotivo, de bebidas, sacos plásticos, artefatos de concreto pré-moldados, entre outros.
Da terra do têxtil e da bacia leiteira, o Agreste passará a ser reconhecido como uma região de diversos parques industriais. Caruaru vai confirmando a fama de “Suape Seco”, com a captação da maior parte dos novos empreendimentos que desembarcam no interior. Mas outros municípios estão recebendo investimentos milionários, tanto privados, como públicos que estão aumentando a oferta de empregos e alavancando o desenvolvimento regional.
Segundo informações da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), a maioria das empresas que se instalam na região estão de olho no suprimento das demandas do mercado interno. Para o presidente da agência, Márcio Stefanni, essas indústrias perceberam a necessidade de montar no Estado seus parques de produção. “Os centros de distribuição não deram conta da demanda local. Não é por acaso que Sadia e Perdigão trouxeram suas fábricas”, disse.
Setores de alimentos e bebidas são os que levam mais empresas para o Agreste. Retomando o tempo da Maguary, Bonito, no Agreste Central, receberá a baiana Brasfrut, num investimento de R$ 5,2 milhões, que produzirá bebidas e pretende ter como fornecedores agricultores familiares locais de frutas. “Já estamos com um galpão montado, temos alguns funcionários já trabalhando e esperamos até o final do ano começar a processar 22 tipos de frutas. Estamos numa fase de aquisição dos equipamentos”, afirmou o gerente da Brasfrut, André Ornellas. O município receberá também a Iban (Indústria de Água e Bebidas do Nordeste), que produzirá cerveja, energéticos, água mineral e refrigerante.
Garanhuns, reconhecida por sua bacia leiteira, perdeu alguns empreendimentos para cidades vizinhas, mas já possui um parque industrial com mais de 100 empresas, segundo informações da Fiepe. A Nestlé e a Bom Gosto, instaladas na cidade anunciaram que vão ampliar seu parque. Garanhuns garantiu ainda a permanência da Pinga Nordestina, que vive também uma fase de ampliação. A empresa que possui 60 trabalhadores, contará com mais 340 funcionários com a nova fábrica. “Com um perfil voltado para agropecuária, evidentemente que se direcionarmos indústrias para esse segmento é o ideal, já que há uma infraestrutura montada para esse setor”, diz o secretário de desenvolvimento econômico de Garanhuns Ornilo Lundgren Filho, que adiantou ainda que a Doces Popular, de Arapiraca, instalará um centro de distribuição e posteriormente uma fábrica no município.
Há poucos quilômetros da Suíça pernambucana, Brejão receberá uma fábrica do grupo Notaro Alimentos, detentor da marca Natto. A empresa anunciou um investimento de R$ 40 milhões para entrar com força no mercado de empanados, hambúrgueres, mortadela e salsicha. A fábrica se instalará no novo distrito industrial do município, anunciado no final do ano passado pela AD Diper, que terá uma área de 75 hectares. A área deve abrigar também três novas empresas, uma de armação de óculos, uma de papel e uma de reciclagem de PET.
Se a produção de alimentos já é uma vocação regional, uma novidade para a indústria do Agreste são as fábricas de motos. São Caetano receberá uma montadora da chinesa Sazaki Motors, num investimento de R$ 40 milhões, e Caruaru uma unidade da Active Trading (fruto de uma parceria com a também chinesa Lifan), no valor de R$ 91 milhões. As empresas visam atender as classes C e D, com motos populares, a partir de 50 cilindradas.
Ainda no setor automotor, a Baterias Moura, localizada em Belo Jardim, anunciou expansão que custará R$ 30 milhões, ampliando a capacidade de produção de baterias tracionais e estacionárias – usadas em sistemas de telecomunicações, subestações elétricas, sistemas de alarme e de energias alternativas, como solar e eólica. Além de comemorar a nova unidade, o prefeito de Belo Jardim, Marcos Coca-Cola, diz que fará novos anúncios de investimentos neste primeiro semestre. “Divulgaremos até março a chegada de quatro novas empresa. Não podemos dizer ainda os nomes, mas serão dos setores automotivo, de confecções e serviços”, adiantou.
CARUARU
Com a chegada de indústrias e a ampliação da sua rede de serviços, Caruaru espera um crescimento econômico ainda mais acelerado nos próximos anos, quando as obras de construção dos parques industriais forem concluídas e as fábricas entrarem em operação. “Só a Alnor, que produzirá cabos de cobre, fios metálicos de alumínio e telhas metálicas, tem a projeção de faturamento de R$ 500 milhões por ano e deve entrar em operação no primeiro semestre. Outras empresas estão na fase da terraplanagem, como a Cemil, que vai processar 200 mil litros de leite por dia”, salientou Franco Vasconcelos, secretário de desenvolvimento econômico de Caruaru. Estão na lista das empresas em instalação na cidade de Caruaru, indústrias do setor automotivo, de bebidas, sacos plásticos, artefatos de concreto pré-moldados, entre outros.
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