Publicado do Jornal do Commercio (27/09/2012)
HÁBITO Desde a infância a leitura de jornais, revistas e livros
vai contribuindo, aos poucos, para a formação da opinião e do senso
crítico
Rafael Dantasrdantas@jc.com.br
Cerca de 50% da população brasileira não tem o costume de ler. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, lemos em média apenas quatro livros por ano. Deixando de lado os didáticos, esse índice de leitura despenca para um livro para cada habitante. A reversão desse cenário – que expõe uma população que tem pouco interesse na literatura técnica ou ficcional, sem falar no acompanhamento de jornais e revistas – tem na escola um dos grandes protagonistas.
É consenso entre os professores que o aluno que lê mais conhece mais sobre o mundo e tem mais possibilidade de ser um cidadão com senso crítico amplo. E além de incentivar o gosto pelos livros, a escola tem um papel fundamental de ajudar o aluno a qualificar a escolha dos textos e na própria leitura. “A leitura contribui no desenvolvimento da capacidade reflexiva do aluno, que é a sua função mais importante. A mediação do educador é fundamental para ajudar o estudante a ser um leitor crítico e sensível, que tenha uma capacidade de interagir com o texto”, defendeu Ester Calland Rosa, professora do departamento de psicologia e orientação educacional do Centro de Educação da UFPE.
De olho na construção desse leitor mais atencioso e voraz por novos textos, o projeto pedagógico de diversas escolas tem dado maior atenção ao despertar pela leitura desde a educação infantil. Livrinhos, gibis e até mesmo as tirinhas estão na lista das principais estratégias dos docentes para atrair as crianças para o mundo da literatura.
A contação de histórias e o uso dos materiais didáticos que unem o texto e a imagem são os primeiros passos dos professores para atrair as crianças para o universo da imaginação. “Essas atividades ampliam a capacidade imaginativa dos alunos, além de estender o horizonte linguístico dos alunos. Temos uma gibiteca muito frequentada. O texto é o ponto de partida do aluno para a sua leitura do mundo”, diz o professor José Ricardo Diniz, coordenador pedagógico de um colégio da Zona Sul do Recife.
Com o projeto Prazer de Ler, outra instituição educacional motiva os alunos a conhecer novos livros, em um período especial para isso, associado com uma série de atividades pedagógicas. “A leitura é a parte inicial de tudo o que fazemos. A partir dela trabalhamos paralelamente os conteúdos. Cada idade tem uma dinâmica diferente, com textos de gêneros distintos e com a valorização da interpretação do aluno, relacionando a compreensão do mundo com o que ele leu”, diz a pedagoga Nathalia Dornelas.
Para impulsionar o número de livros lidos por cada aluno, uma tradicional escola no Derby lançou um projeto em que os alunos do ensino fundamental trocam os seus livros semanalmente. Enquanto os pais compram apenas duas publicações entre as sugestões dos professores, logo no início do ano letivo, seus filhos fazem de 15 a 18 leituras no ano. “Essa prática não vale nota. Após a leitura eles escrevem uma sinopse, em algumas atividades fazem um cartaz do livro ou escrevem uma carta para o autor com sugestões ou elogios”, explica Cinthia Jordânia, professora do projeto de leitura.
Aos 10 anos, Vitória Emille Ferreira, uma das alunas entusiastas no projeto já leu dez livros este ano. “Eu mesma escolho os livros que vou ler e sempre escrevemos sobre o que mais gostamos nas histórias”, diz. A mãe, Mildred Cox, se surpreendeu quando a filha disse quantos livros já tinha lido e afirma que antes do projeto sua média não passava de três ou quatro livros no ano.
No ensino médio esse movimento é um pouco mais recente. Uma mudança que teve relação direta com essa modificação foi a redução do peso dos vestibulares tradicionais e a sua substituição pelo Enem.
Cerca de 50% da população brasileira não tem o costume de ler. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, lemos em média apenas quatro livros por ano. Deixando de lado os didáticos, esse índice de leitura despenca para um livro para cada habitante. A reversão desse cenário – que expõe uma população que tem pouco interesse na literatura técnica ou ficcional, sem falar no acompanhamento de jornais e revistas – tem na escola um dos grandes protagonistas.
É consenso entre os professores que o aluno que lê mais conhece mais sobre o mundo e tem mais possibilidade de ser um cidadão com senso crítico amplo. E além de incentivar o gosto pelos livros, a escola tem um papel fundamental de ajudar o aluno a qualificar a escolha dos textos e na própria leitura. “A leitura contribui no desenvolvimento da capacidade reflexiva do aluno, que é a sua função mais importante. A mediação do educador é fundamental para ajudar o estudante a ser um leitor crítico e sensível, que tenha uma capacidade de interagir com o texto”, defendeu Ester Calland Rosa, professora do departamento de psicologia e orientação educacional do Centro de Educação da UFPE.
De olho na construção desse leitor mais atencioso e voraz por novos textos, o projeto pedagógico de diversas escolas tem dado maior atenção ao despertar pela leitura desde a educação infantil. Livrinhos, gibis e até mesmo as tirinhas estão na lista das principais estratégias dos docentes para atrair as crianças para o mundo da literatura.
A contação de histórias e o uso dos materiais didáticos que unem o texto e a imagem são os primeiros passos dos professores para atrair as crianças para o universo da imaginação. “Essas atividades ampliam a capacidade imaginativa dos alunos, além de estender o horizonte linguístico dos alunos. Temos uma gibiteca muito frequentada. O texto é o ponto de partida do aluno para a sua leitura do mundo”, diz o professor José Ricardo Diniz, coordenador pedagógico de um colégio da Zona Sul do Recife.
Com o projeto Prazer de Ler, outra instituição educacional motiva os alunos a conhecer novos livros, em um período especial para isso, associado com uma série de atividades pedagógicas. “A leitura é a parte inicial de tudo o que fazemos. A partir dela trabalhamos paralelamente os conteúdos. Cada idade tem uma dinâmica diferente, com textos de gêneros distintos e com a valorização da interpretação do aluno, relacionando a compreensão do mundo com o que ele leu”, diz a pedagoga Nathalia Dornelas.
Para impulsionar o número de livros lidos por cada aluno, uma tradicional escola no Derby lançou um projeto em que os alunos do ensino fundamental trocam os seus livros semanalmente. Enquanto os pais compram apenas duas publicações entre as sugestões dos professores, logo no início do ano letivo, seus filhos fazem de 15 a 18 leituras no ano. “Essa prática não vale nota. Após a leitura eles escrevem uma sinopse, em algumas atividades fazem um cartaz do livro ou escrevem uma carta para o autor com sugestões ou elogios”, explica Cinthia Jordânia, professora do projeto de leitura.
Aos 10 anos, Vitória Emille Ferreira, uma das alunas entusiastas no projeto já leu dez livros este ano. “Eu mesma escolho os livros que vou ler e sempre escrevemos sobre o que mais gostamos nas histórias”, diz. A mãe, Mildred Cox, se surpreendeu quando a filha disse quantos livros já tinha lido e afirma que antes do projeto sua média não passava de três ou quatro livros no ano.
No ensino médio esse movimento é um pouco mais recente. Uma mudança que teve relação direta com essa modificação foi a redução do peso dos vestibulares tradicionais e a sua substituição pelo Enem.
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