Publicado no Jornal do Commercio (08/04/2012)
GAVIÃO EM ALTA Pesquisa da Pluri aponta que clube de Caruaru é o time do interior de PE com maior valor de mercado
Rafael Dantasrdantas@jc.com.br
O Porto é o time com maior valor de mercado entre os clubes do interior de Pernambuco, segundo a pesquisa Valor de Mercado dos Campeonatos Estaduais, realizada pela Pluri Consultoria. De acordo com o estudo, os atletas do clube valem nada menos que R$ 7,4 milhões, perdendo apenas para o trio da Capital, Sport, Náutico e Santa Cruz, que encabeçam a lista. No ranking considerando os 25 clubes mais valiosos no Norte, Nordeste e Centro Oeste, o Gavião foi o único do Agreste, ficando na 17ª posição.
Apesar de não fazer uma grande campanha no Campeonato Pernambucano 2012, ainda com riscos de rebaixamento, a valorização do quadro de atletas da equipe tem uma justificativa: trabalho de base. Desde a fundação do clube, em 1993, o Gavião do Agreste tem se notabilizado pela revelação de jogadores. Alguns que chegaram até a seleção brasileira, como Araújo e Josué.
De acordo com o gerente de futebol do clube, Borges Carvalho, nas divisões de base do time, cerca de 90 jogadores estão sendo preparados para o futebol profissional, nas categorias juvenil, sub-17 e sub-20. “A dedicação do clube na formação de atletas é a mesma desde a fundação. Ao dar oportunidade aos garotos para jogar no Campeonato Pernambucano e em outras competições oficiais, criamos uma grande motivação neles e isso gera uma valorização natural de mercado”, afirma o dirigente.
Além do destaque em nível estadual, a equipe mesmo fora do Campeonato Brasileiro surpreende ao aparecer no ranking regional – que avaliou clubes do Norte, Nordeste e Centro Oeste – à frente de clubes mais tradicionais, como o Ferroviário (19º), do Ceará, e o Anapolina (20º), de Goiás, fundados respectivamente em 1933 e 1948. Quem também apareceu atrás do Gavião foi o sertanejo Salgueiro (22º), que jogou no ano passado a Série B do Brasileirão.
Se a pesquisa foi um motivo de comemoração para o Porto, ela não foi nada animadora para o cenário do futebol interiorano. Mesmo somando-se o valor de mercado dos quatro clubes do Agreste – Central com R$ 4,9 mi, Ypiranga com R$ 4,7 mi e Belo Jardim com R$ 2,6 mi – o montante é inferior ao do Santa Cruz, que está em terceiro lugar entre os mais valiosos de Pernambuco, com o valor de R$ 24,4 milhões. “Os três times da capital têm valor de mercado somado de R$ 84 milhões, ou 68% do total”, destacou o relatório coordenado pelo economista Fernando Pinto Ferreira, especialista em gestão e marketing do esporte e pesquisa de mercado.
De acordo com o consultor esportivo e coordenador da pós-graduação em gestão de marketing esportivo da Maurício de Nassau, Tibério Praxar, esse fenômeno de concentração de valor nos clubes da capital é não é uma exclusividade de Pernambuco. “Exceto alguns Estados do Norte e Nordeste, os clubes da capital são mais valorizados. No Sul e Sudeste essa concentração é ainda maior. Mas, em Pernambuco, isso não tem reduzido o valor da marca do campeonato estadual. Nos últimos anos temos acompanhado de forma grata o crescimento dos clubes do interior”, disse o consultor.
Os R$ 19,6 milhões – valor de todos os atletas dos clubes do Agreste, de acordo com a consultoria – representam apenas 15,8% do Campeonato Pernambucano, que nem está entre os mais valorizados do País. Segundo o estudo da Pluri, os R$ 124 milhões do estadual representam menos do que o valor do Grêmio, de Porto Alegre, no Campeonato Brasileiro 2011. Entre os 10 Estados pesquisados, Pernambuco apareceu na 7ª posição, com apenas três times entre os 50 mais valiosos do País.
A Pluri atribui o valor de cada jogador através de uma combinação de critérios objetivos (como idade, resultados de marketing, condição física) e alguns subjetivos (a exemplo de qualidade técnica e disciplina tática), além de sondar as expectativas com relação ao futuro dos atletas, que são influenciadas pelas condições dos mercados vendedores e compradores. A data base de realização do estudo, publicado nesta semana, foi janeiro de 2012.
O Porto é o time com maior valor de mercado entre os clubes do interior de Pernambuco, segundo a pesquisa Valor de Mercado dos Campeonatos Estaduais, realizada pela Pluri Consultoria. De acordo com o estudo, os atletas do clube valem nada menos que R$ 7,4 milhões, perdendo apenas para o trio da Capital, Sport, Náutico e Santa Cruz, que encabeçam a lista. No ranking considerando os 25 clubes mais valiosos no Norte, Nordeste e Centro Oeste, o Gavião foi o único do Agreste, ficando na 17ª posição.
Apesar de não fazer uma grande campanha no Campeonato Pernambucano 2012, ainda com riscos de rebaixamento, a valorização do quadro de atletas da equipe tem uma justificativa: trabalho de base. Desde a fundação do clube, em 1993, o Gavião do Agreste tem se notabilizado pela revelação de jogadores. Alguns que chegaram até a seleção brasileira, como Araújo e Josué.
De acordo com o gerente de futebol do clube, Borges Carvalho, nas divisões de base do time, cerca de 90 jogadores estão sendo preparados para o futebol profissional, nas categorias juvenil, sub-17 e sub-20. “A dedicação do clube na formação de atletas é a mesma desde a fundação. Ao dar oportunidade aos garotos para jogar no Campeonato Pernambucano e em outras competições oficiais, criamos uma grande motivação neles e isso gera uma valorização natural de mercado”, afirma o dirigente.
Além do destaque em nível estadual, a equipe mesmo fora do Campeonato Brasileiro surpreende ao aparecer no ranking regional – que avaliou clubes do Norte, Nordeste e Centro Oeste – à frente de clubes mais tradicionais, como o Ferroviário (19º), do Ceará, e o Anapolina (20º), de Goiás, fundados respectivamente em 1933 e 1948. Quem também apareceu atrás do Gavião foi o sertanejo Salgueiro (22º), que jogou no ano passado a Série B do Brasileirão.
Se a pesquisa foi um motivo de comemoração para o Porto, ela não foi nada animadora para o cenário do futebol interiorano. Mesmo somando-se o valor de mercado dos quatro clubes do Agreste – Central com R$ 4,9 mi, Ypiranga com R$ 4,7 mi e Belo Jardim com R$ 2,6 mi – o montante é inferior ao do Santa Cruz, que está em terceiro lugar entre os mais valiosos de Pernambuco, com o valor de R$ 24,4 milhões. “Os três times da capital têm valor de mercado somado de R$ 84 milhões, ou 68% do total”, destacou o relatório coordenado pelo economista Fernando Pinto Ferreira, especialista em gestão e marketing do esporte e pesquisa de mercado.
De acordo com o consultor esportivo e coordenador da pós-graduação em gestão de marketing esportivo da Maurício de Nassau, Tibério Praxar, esse fenômeno de concentração de valor nos clubes da capital é não é uma exclusividade de Pernambuco. “Exceto alguns Estados do Norte e Nordeste, os clubes da capital são mais valorizados. No Sul e Sudeste essa concentração é ainda maior. Mas, em Pernambuco, isso não tem reduzido o valor da marca do campeonato estadual. Nos últimos anos temos acompanhado de forma grata o crescimento dos clubes do interior”, disse o consultor.
Os R$ 19,6 milhões – valor de todos os atletas dos clubes do Agreste, de acordo com a consultoria – representam apenas 15,8% do Campeonato Pernambucano, que nem está entre os mais valorizados do País. Segundo o estudo da Pluri, os R$ 124 milhões do estadual representam menos do que o valor do Grêmio, de Porto Alegre, no Campeonato Brasileiro 2011. Entre os 10 Estados pesquisados, Pernambuco apareceu na 7ª posição, com apenas três times entre os 50 mais valiosos do País.
A Pluri atribui o valor de cada jogador através de uma combinação de critérios objetivos (como idade, resultados de marketing, condição física) e alguns subjetivos (a exemplo de qualidade técnica e disciplina tática), além de sondar as expectativas com relação ao futuro dos atletas, que são influenciadas pelas condições dos mercados vendedores e compradores. A data base de realização do estudo, publicado nesta semana, foi janeiro de 2012.
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