Publicado no Jornal do Commercio (27/09/2012)
EQUAÇÃO É a pé que elas correm mais perigo. Segundo ONG, o
trânsito é o principal vilão no índice de mortes de crianças até 14 anos
Rafael Dantasrdantas@jc.com.br
Com frotas de carro que crescem a cada ano e os engarrafamentos afetando cada vez mais a população, as escolas têm dado uma atenção especial à educação no trânsito. Além de conhecer as principais placas e regras, o comportamento adequado na mobilidade urbana é um fator fundamental para a segurança dos menores, especialmente de alunos que vão sozinhos para o colégio.
Segundo a ONG Criança Segura, o trânsito é o principal vilão do índice de mortes de pessoas até os 14 anos. E como 72% das mortes e 84% do total de hospitalizações por acidentes no trânsito acontecem quando elas estão fora do veículo, as escolas têm investido em simulações de situações reais para que as crianças possam memorizar mais facilmente a conduta que devem ter no trajeto da escola ou quando voltam para casa.
À medida em que o número de veículos em Pernambuco cresce numa escala de mais de 10% ao ano, segundo estatísticas do Detran-PE, aumenta a urgência da educação no trânsito. No Recife, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) desenvolve ações para capacitar professores e alunos. Só neste ano, essas atividades educativas já chegaram a cerca de 14 mil alunos. “Nossa prioridade são crianças e jovens que estão nas escolas. Elas estão em situação de maior vulnerabilidade de acidentes, além de ser um momento fundamental para que compreendam o trânsito sob uma perspectiva de convivência cidadã, com foco na coletividade”, disse Francisco Irineu, gerente de Educação para o Trânsito da CTTU.
BINÁRIO
Localizada no trecho do recém-lançado Binário do Parnamirim, foco de controvérsias envolvendo ciclistas, motoristas e a CTTU, uma escola levou os estudantes literalmente para a faixa de pedestres com a campanha De cá pra lá... De lá pra cá... Além das aulas, que tratam de todo tipo de mobilidade urbana, os alunos, uma vez por mês, levam faixas e banners para a rua e abordam os motoristas – pais ou não – com alertas das principais infrações cometidas no trecho, como não parar em fila dupla e não respeitar estacionamento especial.
E para não contribuir com os engarrafamentos na rua, a mesma escola criou uma zona especial de desembarque rápido. Foi isolada uma área de estacionamento exclusivamente para os pais pararem os seus veículos. As famílias são orientadas a deixar as crianças numa posição que facilita a sua descida do carro e logo após a parada um funcionário acompanha o aluno para dentro da escola. “Estamos vendo uma cultura nova sendo construída no trânsito do Recife. Adotamos essa prática para facilitar o fluxo local de carros e temos um projeto contínuo com alunos e pais, que neste ano vai ser publicado numa coletânea de artigos do Detran-PE que destacam ações de educação no trânsito”, disse a diretora pedagógica Rejane Maia.
Com um fluxo interno de mais de 3 mil pessoas, entre alunos e funcionários, outro colégio da Zona Norte usa as ruas internas da instituição como o teste prático de respeito às regras de trânsito. Sinalizações, como faixas e placas, estão por toda parte. Uma lição que as crianças têm cada vez que precisam se deslocar para a quadra de esportes ou para um pátio. “Esse projeto existe há bastante tempo. Como dentro da escola circulam carros e pedestres, falamos com as crianças sobre o trânsito. Há uma prática, de forma lúdica e descontraída na nossa rotina, em que demonstramos com o exemplo as consequências de uma boa conduta no trânsito. E elas já cobram esse comportamento dos pais por isso”, afirma Maria Cecília Burle, supervisora de educação infantil.
A Semana Nacional do Trânsito, realizada em setembro, é uma das ocasiões preferidas da maioria das escolas para intensificar as ações educativas. É nesse período que há alguns anos uma escola particular na Zona Norte do Recife transforma seu pátio numa avenida de brincadeira. A cada dia da semana uma turma leva velocípedes e bicicletas e aprendem brincando. “As professoras se tornam os guardas de trânsito e as crianças são os carros. Eles passam por situações como a de permitir aos pedestres passar ou mesmo de estacionar no lugar correto. Acreditamos ser fundamental que essa educação no trânsito comece desde o maternal”, diz Liane Coutinho, coordenadora de educação infantil da escola.
Com frotas de carro que crescem a cada ano e os engarrafamentos afetando cada vez mais a população, as escolas têm dado uma atenção especial à educação no trânsito. Além de conhecer as principais placas e regras, o comportamento adequado na mobilidade urbana é um fator fundamental para a segurança dos menores, especialmente de alunos que vão sozinhos para o colégio.
Segundo a ONG Criança Segura, o trânsito é o principal vilão do índice de mortes de pessoas até os 14 anos. E como 72% das mortes e 84% do total de hospitalizações por acidentes no trânsito acontecem quando elas estão fora do veículo, as escolas têm investido em simulações de situações reais para que as crianças possam memorizar mais facilmente a conduta que devem ter no trajeto da escola ou quando voltam para casa.
À medida em que o número de veículos em Pernambuco cresce numa escala de mais de 10% ao ano, segundo estatísticas do Detran-PE, aumenta a urgência da educação no trânsito. No Recife, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) desenvolve ações para capacitar professores e alunos. Só neste ano, essas atividades educativas já chegaram a cerca de 14 mil alunos. “Nossa prioridade são crianças e jovens que estão nas escolas. Elas estão em situação de maior vulnerabilidade de acidentes, além de ser um momento fundamental para que compreendam o trânsito sob uma perspectiva de convivência cidadã, com foco na coletividade”, disse Francisco Irineu, gerente de Educação para o Trânsito da CTTU.
BINÁRIO
Localizada no trecho do recém-lançado Binário do Parnamirim, foco de controvérsias envolvendo ciclistas, motoristas e a CTTU, uma escola levou os estudantes literalmente para a faixa de pedestres com a campanha De cá pra lá... De lá pra cá... Além das aulas, que tratam de todo tipo de mobilidade urbana, os alunos, uma vez por mês, levam faixas e banners para a rua e abordam os motoristas – pais ou não – com alertas das principais infrações cometidas no trecho, como não parar em fila dupla e não respeitar estacionamento especial.
E para não contribuir com os engarrafamentos na rua, a mesma escola criou uma zona especial de desembarque rápido. Foi isolada uma área de estacionamento exclusivamente para os pais pararem os seus veículos. As famílias são orientadas a deixar as crianças numa posição que facilita a sua descida do carro e logo após a parada um funcionário acompanha o aluno para dentro da escola. “Estamos vendo uma cultura nova sendo construída no trânsito do Recife. Adotamos essa prática para facilitar o fluxo local de carros e temos um projeto contínuo com alunos e pais, que neste ano vai ser publicado numa coletânea de artigos do Detran-PE que destacam ações de educação no trânsito”, disse a diretora pedagógica Rejane Maia.
Com um fluxo interno de mais de 3 mil pessoas, entre alunos e funcionários, outro colégio da Zona Norte usa as ruas internas da instituição como o teste prático de respeito às regras de trânsito. Sinalizações, como faixas e placas, estão por toda parte. Uma lição que as crianças têm cada vez que precisam se deslocar para a quadra de esportes ou para um pátio. “Esse projeto existe há bastante tempo. Como dentro da escola circulam carros e pedestres, falamos com as crianças sobre o trânsito. Há uma prática, de forma lúdica e descontraída na nossa rotina, em que demonstramos com o exemplo as consequências de uma boa conduta no trânsito. E elas já cobram esse comportamento dos pais por isso”, afirma Maria Cecília Burle, supervisora de educação infantil.
A Semana Nacional do Trânsito, realizada em setembro, é uma das ocasiões preferidas da maioria das escolas para intensificar as ações educativas. É nesse período que há alguns anos uma escola particular na Zona Norte do Recife transforma seu pátio numa avenida de brincadeira. A cada dia da semana uma turma leva velocípedes e bicicletas e aprendem brincando. “As professoras se tornam os guardas de trânsito e as crianças são os carros. Eles passam por situações como a de permitir aos pedestres passar ou mesmo de estacionar no lugar correto. Acreditamos ser fundamental que essa educação no trânsito comece desde o maternal”, diz Liane Coutinho, coordenadora de educação infantil da escola.
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