sábado, 16 de outubro de 2010

Classe média brasileira é a aposta dos investidores

Publicado no site do Nordeste Invest (junho/2010)
Por Rafael Dantas


Segundo projeções da consultoria MB Associados, até 2016, a classe média se tornará majoritária no País. A pesquisa apontou que o poder de compra desse segmento da população deve dobrar no período. Diante de um grande déficit habitacional, a análise da conjuntura nacional da empresa prevê que a demanda média anual de imóveis para a classe C, nos próximos seis anos, será de 1,4 milhões de unidades.

O crescimento de renda dessa parcela da população é um fato, até 2016, os recursos financeiros devem chegar a 47% do total do País. Em apenas seis anos o poder de compra saltará de R$ 600 bilhões para R$ 1,4 trilhão, de acordo com os números da MB Associados.

De olho nesse fenômeno, os investidores do mundo todo estão ligados às oportunidades no País. Outros estudos indicam que Brasil é o quarto destino preferido dos empresários estrangeiros para projetar seus investimentos em 2010.

Uma das janelas do mercado imobiliário nacional que se abre de 10 a 12 de maio, em Natal durante o Nordeste Invest, que já garantiu a vinda de grupos de investidores de diversos países. Essa região, ao lado do sudeste respondem por 63% de toda demanda imobiliária brasileira.

Os principais objetivos declarados pelos investidores que virão para o Nordeste Invest são a participação em projetos habitacionais voltados para a classe média e também em construções de hotéis e resorts. A companhia inglesa Dartmoor Capital, que confirmou recentemente a vinda para o evento, declarou o interesse no investimento em projetos imobiliários até 2011.

O Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, é outro alvo dos investidores. Após um ano de funcionamento, o programa fechou a negociação com mais de 408 mil unidades habitacionais, totalizando o valor de R$ 21,5 bilhões. O programa completou um ano com 41% da meta contratada. A Caixa anunciou que, em 2010, a carteira de financiamento imobiliário pode chegar a R$ 70 bilhões.

O grupo espanhol Pinar, que já possui empreendimentos em São Paulo, Pará e Paraná, pretende chegar forte no Nordeste através do Minha Casa Minha Vida. As habitações populares são ainda o alvo de outros dois participantes que confirmaram participação na Nordeste Invest, o também espanhol, Grupo Imobiliário Ferrocarril, e Grupo Procupisa.

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