Por Rafael Dantas
Publicado no Jornal do Commercio (27/01/2011)
Visita à linha de produção dos bombons da marca é o segundo passeio mais concorrido do Estado, depois do Convento da Penha
VILA VELHA – Visitar uma fábrica de chocolate está no imaginário de qualquer criança ou dos que ainda estavam na infância quando assistiram A fantástica fábrica de chocolate. Mesmo sem o famoso rio do manjar ou os inúmeros anões Oompa Loompas, a indústria da Garoto, a maior produtora brasileira e da América Latina, localizada em Vila Velha se tornou o segundo ponto turístico mais visitado no Espírito Santo, perdendo apenas para o Convento da Penha, que também atrai uma grande quantidade de visitantes. A concorrência para a saborosa visita é tão grande que apenas 30% da demanda é atendida pela empresa. Cerca de 300 mil pessoas passam pelo programa de visitas da Garoto por ano.
Antes de entrar literalmente na linha de produção, todos os turistas recebem instruções de segurança, deixam todos os objetos num guardador e vestem bata e toca para garantir a higiene no ambiente. Passadas as instruções iniciais, é hora de começar a seguir os quilômetros de tubos que levam chocolate, castanha e açúcar, entre diversos outros ingredientes sólidos e líquidos que compõe os bombons e barras da Garoto. Os turistas descobrem alguns segredos da produção, imperceptíveis ao saborear os produtos, e acompanham todo o processo que se encerra na embalagem e distribuição das caixas amarelas.
Além de observar o trabalho dos funcionários e máquinas gigantes, que fazem quase todo o processo, e obter informações de cada etapa, o visitante faz duas paradas “técnicas” para provar os bombons produzidos naquele setor. Detalhe é que todos os chocolates que estão à disposição dos visitantes são feitos no dia. Quem já conhece os sabores da Garoto percebe que o sabor de alguns bombons é um pouco diferente – ainda melhor.
A quantidade de chocolates por visita é ilimitada, o que gera em alguns grupos que visitam a fábrica uma deliciosa disputa: quem come mais chocolates. Na visita que dura cerca de uma hora, o surpreendente recorde foi de exatos 73 bombons. O marco se torna ainda mais interessante pelo fato de o roteiro não prever parada para água.
O chocotour, como é chamado, fica apenas na lembrança dos seus chocoturistas, porque fotos não são permitidas dentro da fábrica. O registro fica exclusivo para o Hall da Fama Garoto, que registra fotos de diversas personalidades que já passaram pelo local.
Conhecido todo o ciclo de fabricação, embalagem e empacotamento, o turista que vai a Vila Velha normalmente não perde a oportunidade de passar também pela Loja da Garoto, com toda a linha de produtos da fábrica, alguns com embalagens que já parecem para presentes. O local é o único do Brasil onde são vendidos os bombons da caixa da Garoto também separadamente. Além disso, para os pernambucanos que pretendem visitar o local, a dica é procurar novidades. Há algumas variedades de chocolate que ainda não são comercializados no Nordeste.
Para visitar a fábrica, é necessário fazer a reserva com antecedência de pelo menos um mês. Devido à procura elevada, o turista que chega na hora não consegue fazer o circuito.
HISTÓRIA
Com mais de 80 anos de funcionamento, a fábrica tem uma longa histórica contada pelo Centro de Documentação e Memória (CDM). Estão expostos fotos e máquinas dos primeiros anos de funcionamento e as embalagens de todos os doces e chocolates produzidos pela fábrica fundada pelo alemão Henrique Meyerfreund, em 1929. O sobrenome nada comum, inclusive, foi o primeiro nome da indústria, que mudou pela dificuldade das pessoas de pronunciá-lo. A marca foi escolhida pelo fato de que eram os garotos da cidade que vendiam os primeiros doces. O turista pode conferir também um vídeo que traz imagens antigas da empresa e de campanhas publicitárias clássicas da Garoto. Para pequenos grupos, não é necessário fazer reserva para conhecer o CDM.
» O ingresso para o chocotour (visita à fábrica) custa R$ 10. Para fazer o agendamento ligue para: 27 3320-1709
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